31 de março de 2013

PRIMEIRA LEI DE MENDEL


    O monge e cientista austríaco Gregor Mendel e suas descobertas, feitas por meio de experimentos com ervilhas, realizadas no próprio mosteiro onde vivia, foram extremamente importantes para que hoje conhecêssemos os genes e alguns dos mecanismos da hereditariedade. Suas experiências foram, também, muito significantes para a compreensão de algumas lacunas da Teoria da Evolução, proposta tempos antes.

    O sucesso de seus experimentos consiste em um conjunto de fatores. Um deles foi a própria escolha do objeto de estudo: a ervilha Pisum sativum: planta de fácil cultivo e ciclo de vida curto, com flores hermafroditas e que reproduzem por autofecundação, além de suas características contrastantes, sem intermediários: amarelas ou verdes; lisas ou rugosas; altas ou baixas; flores púrpuras ou brancas, dentre outras.

    Além disso, o monge selecionou e fez a análise criteriosa, em separado, para cada par das sete características que identificou; considerou um número apreciável de indivíduos de várias gerações; e, para iniciar seus primeiros cruzamentos, teve o cuidado de escolher exemplares puros, observando-as por seis gerações resultantes da autofecundação, para confirmar se realmente só dariam origem a indivíduos semelhantes a ele e entre si.

    Executando a fecundação cruzada da parte masculina de uma planta de semente amarela com a feminina de uma verde (geração parental, ou P), observou que os descendentes, que chamou de geração F1, eram somente de sementes amarelas. Autofecundando esses exemplares, a F2 se apresentou na proporção de 3 sementes amarelas para 1 verde (3:1).


    Com esses dados, Mendel considerou as sementes verdes como recessivas e as amarelas, dominantes. Fazendo o mesmo tipo de análise para as outras características dessa planta, concluiu que, em todos os casos, havia a mesma proporção de 3:1.

    Com esse experimento, deduziu que:

• As características hereditárias são determinadas por fatores herdados dos pais e das mães na mesma proporção;
• Tais fatores se separam na formação dos gametas;
• Indivíduos de linhagens puras possuem todos seus gametas iguais, ao passo que híbridos produzirão dois tipos distintos, também na mesma proporção.

    Assim, a Primeira Lei de Mendel pode ser enunciada desta forma:

    Cada caráter é determinado por um par de fatores genéticos denominados alelos. Estes, na formação dos gametas, são separados e, desta forma, pai e mãe transmitem apenas um para seu descendente.

    Mendel é considerado o pai da genética, pois descobriu várias coisas relativas à hereditariedade. Por causa de seus estudos e experimentos com ervilhas, a genética avançou e hoje temos uma infinidade de artigos e pesquisas nessa área que são úteis para o entendimento da vida.

PARTICIPE DO II FÓRUM MUNICIPAL PRÓ-DESENVOLVIMENTO DE SANTIAGO

      Participação Comunitária é a principal meta do Fórum que acontece de 01 à 05 de abril/2013 no CTG "Coxilha de Ronda", em Santiago-RS.



      Puxando a lenha para "meu assado", convido todos a participarem da Palestra à cargo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente:


24 de março de 2013

QUANDO SE USA COMPRESSA FRIA OU QUENTE?


De uma maneira geral, a compressa feita com gelo é mais indicada em casos de traumatismo provocado por quedas ou pancadas. "A ação anestésica do gelo ajuda a evitar que o inchaço e o hematoma na região machucada fiquem muito grandes. 

Já a compressa quente deve ser usada numa segunda etapa, cerca de dois dias depois do trauma. Se for uma distensão muscular, aplica-se a compressa quente de cinco a sete dias depois de ocorrer a lesão. Ela ajuda a aumentar a circulação sangüínea na região afetada, diminuindo os riscos de uma inflamação", afirma a fisioterapeuta Emília Nozawa, da Universidade de São Paulo (USP).
Existe ainda uma terceira alternativa, muito usada nos tratamentos pós-imobilização e pós-cirurgia: o chamado contraste. "Depois que a pessoa retira o gesso, por exemplo, ou passa por uma cirurgia ortopédica, os membros - principalmente os inferiores - permanecem imóveis, o que causa uma circulação mais lenta. Por isso, é comum aplicar uma alternância de compressas quentes e frias, que acabam funcionando como uma bomba, estimulando a circulação de sangue na região", diz o ortopedista Wagner Taffo Thomazin, também da USP.

CALORZINHO BOM

Aquecimento estimula a circulação e relaxa a musculatura. A compressa quente faz os vasos sangüíneos dilatarem, aumentando o fluxo de sangue na região tratada. Isso ajuda a conter o processo inflamatório. Se houver formação de hematoma ou edema (inchaço provocado pelo líquido extravasado), o calor amolece o líquido que vazou dos vasos e se acumulou em torno da região afetada. Isso auxilia na reabsorção do líquido pelo organismo

RECOMENDAÇÕES E CUIDADOS ESPECIAIS

Apesar de o frio reduzir tanto a dor quanto inchaços como edemas e hematomas, ele pode fazer mal a peles muito sensíveis. Por isso, não é aconselhável usar o gelo por mais de 12 minutos ininterruptos. Entre uma aplicação e outra deve-se fazer um intervalo de, pelo menos, dez minutos. Além disso, é oportuno evitar o gelo em feridas abertas e queimaduras (caso em que é melhor usar a água fria como anestesia). O frio também pode ser usado por atletas e ginastas na prevenção de cãibras e no tratamento de tensão e fadiga.

BENEFÍCIO GELADO

Além de anestésico, o frio contrai os vasos sangüíneos, diminuindo inchaços.
1 - Traumas provocados por quedas ou pancadas costumam romper os vasos dos sistemas sangüíneo e linfático. O vazamento desses dois líquidos - o sangue e a linfa - é responsável pelos inchaços (edemas e hematomas) que aparecem após a lesão
2 - Se logo após o trauma for aplicado gelo, os vasos se contraem, fazendo com que o fluxo do vazamento seja bem menor e, em conseqüência, o inchaço e o hematoma se reduzam também. Além disso, se a pele for resfriada a 12ºC ou 13ºC, os receptores de dor param de funcionar - daí o efeito anestésico do gelo

RECOMENDAÇÕES E CUIDADOS ESPECIAIS

O calor é indicado nos casos em que a pessoa sente dor mas não apresenta inchaço. Um exemplo é o começo de uma dor de dente, quando a inflamação ainda não se agravou, mas o sofrimento já é considerável. O mesmo vale para casos de reumatismo e tendinite. Dependendo da área em que for aplicado, o calor pode tanto melhorar a respiração quanto diminuir a secreção ácida do intestino, aliviando dores renais e estimulando a produção de urina. Compressas quentes também ajudam a combater as cólicas menstruais, devido ao relaxamento muscular na região do ventre.

TÉCNICA MISTA: O CONTRASTE

Alternância de quente e frio equivale a uma massagem. Existem casos em que a melhor pedida não é adotar extremos de temperatura isolados e sim a combinação de ambos. A terapia chamada contraste usa a aplicação alternada de compressas frias e quentes para contrair e dilatar seguidamente os vasos sangüíneos, aumentando a circulação no local afetado. A técnica é especialmente indicada para infecções, distensões, inflamações e dores de cabeça causadas por tensão nervosa ou muscular.


PLANEJAMENTO DE AULAS: SOBREVIVÊNCIA DOS ANIMAIS EM EXTINÇÃO

Objetivos:
Discutir sobre problemas ambientais e as mudanças de comportamento social necessárias para revertê-los 

Introdução:  
O massacre de gorilas nas montanhas do Congo, focalizado na reportagem de VEJA, revela que, mesmo com projetos nos quais o turismo é usado como incentivo para a preservação de ambientes naturais, ainda é grande a fragilidade da proteção às espécies ameaçadas de extinção. As conseqüências do desaparecimento desses grupos e as alternativas para evitá-lo devem ser conhecidas por seus alunos e pela comunidade em que vivem. 

Desenvolvimento: 

1ª aula - 

* Discuta as principais causas apontadas por VEJA para o aumento do número de espécies ameaçadas de extinção. O debate deve contemplar: 
• # A ação de caçadores; 
• # O porquê da promoção da matança por madeireiros, carvoeiros e mineradores; 
• # O uso de estradas em florestas; 
• # As conseqüências do desaparecimento de espécies, em especial no contexto da redução de biodiversidade (perda de informações biológicas, desestruturação de teias alimentares, questões éticas envolvidas etc.). 

* Distribua cópias do quadro "Na Lista Vermelha" (abaixo) e peça que os alunos, organizados em equipes, executem as atividades nele previstas. Pergunte quais são as informações mais confiáveis em termos de análise da situação dos grupos de vertebrados. Resposta: aquelas que se referem ao maior número de espécies avaliadas em relação às conhecidas. 


* Sugira que os times elaborem gráficos que representem os dados da tabela para os mamíferos, foco desta lição. 


MAMÍFEROS AMEAÇADOS 

     De cima para baixo, quatro espécies que podem desaparecer das matas e dos mares brasileiros: tatu-bola, mico-leão-de-cara-dourada, peixe-boi-marinho e ariranha. Os animais terrestres e o anfíbio ocupam a categoria "vulnerável", menos grave. Já o peixe-boi se encontra "criticamente em perigo", ou seja, enfrenta um risco extremamente alto de extinção na natureza.





2ª aula - 

* Mostre as figuras de animais reproduzidas acima. Todos esses bichos são encontrados no Brasil e pertencem a espécies em risco. Chame a atenção para as diferentes categorias de risco de extinção e explique de que modo são estabelecidos os critérios empregados nessa classificação: 
• # Criticamente em perigo - o táxon enfrenta um risco extremamente alto de extinção na natureza; 
•#  Em perigo - o táxon enfrenta um risco muito alto de extinção na natureza; e 
•# Vulnerável - o táxon enfrenta um risco alto de extinção na natureza. 

* Esclareça que a expressão táxon designa uma unidade taxonômica empregada em sistemas de classificação. Assim, gêneros e espécies de animais constituem táxons. 

* Proponha uma pesquisa, nas tabelas do Ministério do Meio Ambiente, sobre outras espécies de mamíferos existentes no Brasil que estejam ameaçadas de desaparecer. 

* A discussão deve passar pela análise das categorias de perigo de extinção em termos de quantidade, relacionando quantas espécies aparecem em cada categoria. Oriente a tabulação desses dados. Eles serão utilizados na formulação de um texto para ser veiculado em murais ou em páginas de internet da escola. É importante fazer os adolescentes compreenderem que as mudanças de atitude, necessárias para reversão de quadros graves como o atual, passam pelo acesso à informação por parte da comunidade.


3ª aula - 

* Apresente o conceito Hipso, cunhado por Edward Wilson em seu livro O Futuro da Vida. O autor acredita que as principais causas para a extinção das espécies atuais estão resumidas em: 
• # Hábitats destruídos; 
• # Invasões por espécies exóticas; 
• # Poluição ambiental; 
• # Superpopulação; 
• # Opção pela caça indiscriminada. 

* Conte que os anfíbios ilustram bem os efeitos letais do Hipso. O principal fator de declínio dos anfíbios, desde 1980, é o H desse conceito. Outros fatores, porém, estão ligados direta ou indiretamente à destruição de hábitats. Entre eles temos a poluição atmosférica proveniente de regiões mais longínquas; a intensificação dos raios ultravioleta B por causa do aumento do buraco na camada de ozônio; a introdução de espécies vorazes em certas regiões (é o caso da rã-touro, que devora quaisquer anfíbios menores); a presença cada vez maior de poluentes químicos sensivelmente mutagênicos; e fungos, originários de outras regiões, que parasitam a pele dos anfíbios, asfixiando-os. Informe que, além disso, existe o perigo da depressão endogâmica. Em geral, a endogamia começa a prejudicar uma espécie quando o número de adultos férteis cai abaixo de quinhentos. Ela se torna grave quando são registrados menos de cinqüenta exemplares e pode ser fatal se o total é inferior a dez espécimes. 

* Mostre como o exemplo dos anfíbios orienta o exame das chances de sobrevivência dos mamíferos brasileiros. Uma possibilidade é a discussão sobre o crescente desmatamento da Amazônia, suas causas e as conseqüências da extinção da floresta para a biodiversidade. Também é interessante verificar em que medida o conceito Hipso se aplica às espécies focalizadas por VEJA. 

4ª e 5ª aulas - 

* De posse desses dados e com a ajuda do professor de Língua Portuguesa, estabeleça os passos para a elaboração de um texto informativo destinado à comunidade sobre as espécies ameaçadas de extinção. As atividades devem se estender por mais de uma aula a fim de que todas as etapas sejam cumpridas satisfatoriamente: 
• - Estruturação do texto, indicando o que será discutido em cada parte; 
•-  O primeiro parágrafo deve resumir o problema e apontar que caminho o texto vai percorrer; 
• - A argumentação vai ocupar o corpo da dissertação; 
• - O parágrafo final terá de mostrar as conclusões a que a turma chegou acerca da situação das espécies brasileiras ameaçadas de extinção, particularmente as de mamíferos; 
-  Imagens pesquisadas na primeira aula ilustrarão o que foi discutido; 
•-  Podem ser incluídos a tabela deste roteiro e os gráficos construídos em sala de aula. 

* Realize pequenas avaliações ao término de cada etapa, levando em conta a participação nas tarefas coletivas. O resultado final do projeto pode ser divulgado inicialmente para as outras classes e, em seguida, com os devidos ajustes, para toda a comunidade escolar.

Fonte: Nova Escola

Quer saber mais?

BIBLIOGRAFIA 
O Futuro da Vida - Um Estudo da Biosfera para a Proteção de Todas as Espécies, Inclusive a Humana, Edward Wilson, Ed. Campus, tel. (21) 3970-9300 

INTERNET
• O site www.iucn.redlist.org traz a Lista Vermelha da The World Conservation Union (IUCN) 
• Espécies brasileiras ameaçadas estão no endereço www.mma.gov.br/port/sbf/fauna/index.cfm

PEGADA ECOLÓGICA, QUAL É A SUA?


Você já parou para pensar que a forma como vivemos deixa marcas no meio ambiente? É isso mesmo nossa caminhada pela Terra deixa “rastros”, “pegadas”, que podem ser maiores ou menores, dependendo de como caminhamos. De certa forma, essas pegadas dizem muito sobre quem somos!

A partir das pegadas deixadas por animais na mata podemos conseguir muitas informações sobre eles: peso, tamanho, força, hábitos e inúmeros outros dados sobre seu modo de vida. Com os seres humanos, acontece algo semelhante. Ao andarmos na praia, por exemplo, podemos criar diferentes tipos de rastros, conforme a maneira como caminhamos, o peso que temos, ou a força com que pisamos na areia.

Se não prestamos atenção no caminho, ou aceleramos demais o passo, nossas pegadas se tornam bem mais pesadas e visíveis. Porém, quando andamos num ritmo tranquilo e estamos mais atentos ao ato de caminhar, nossas pegadas são suaves.

Assim é também a “Pegada Ecológica”. Quanto mais se acelera nossa exploração do meio ambiente, maior se torna a marca que deixamos na Terra.  O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, a degradação ambiental e a grande quantidade de resíduos gerados são rastros deixados por uma humanidade que ainda se vê fora e distante da Natureza.

A Pegada Ecológica não é uma medida exata e sim uma estimativa. Ela nos mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer, renovar seus recursos naturais e absorver os resíduos que geramos por muitos e muitos anos. Isto considerando que dividimos o espaço com outros seres vivos e que precisamos cuidar da nossa e das próximas gerações. Afinal de contas, nosso planeta é só um!

Para calcular tua pegada ecológica, acesse o link abaixo:

http://www.footprintnetwork.org/en/index.php/GFN/page/calculators/


BENEFÍCIOS PSICOSSOCIAIS DE ÁREAS VERDES URBANAS



MUDANÇAS CLIMÁTICAS E AQUECIMENTO GLOBAL




DIA DAS FLORESTAS E DIA DA ÁGUA




8 de março de 2013

O QUE SÃO CIANOBACTÉRIAS E POR QUE ÀS VEZES SÃO UM PROBLEMA?


Cianobactérias, também conhecidas como algas azuis ou cianofíceas, são seres bastante primitivos, constituindo-se nos primeiros organismos produtores de oxigênio, com documentos fósseis de sua existência há cerca de 3,5 bilhões de anos. Com estrutura celular muito simples (procariontes), apresentam, ao mesmo tempo, características de bactérias e de algas, por isso, atualmente, são chamadas de cianobactérias.

Floração da cianobactéria potencialmente tóxica Cylindrospermopsis raciborskii (Wolosynska) Seenayya et Subba Raju em corpo d'água do Rio Grande do Sul, formando manchas amareladas na superfície da água. Foto: Emanuel Bruno Neuhaus.

 
Aspecto geral de floração de Cylindrospermopsis raciborskii vista ao microscópio óptico (400x). Foto: Emanuel Bruno Neuhaus.  Cianobactéria mundialmente conhecida pela agressividade de suas toxinas, com potencial de produzir tanto hepato como neurotoxinas.



Em condições normais, as cianobactérias e os demais organismos aquáticos convivem de modo equilibrado. No entanto, quando há algum tipo de poluente que enriqueça a água com nitrogênio e fósforo - a chamada eutrofização - o ambiente torna-se propício à multiplicação excessiva de cianobactérias, dando origem ao fenômeno chamado “floração das águas”. Pelo potencial de produção de toxinas de certas espécies, este fenômeno é responsável por problemas sanitários que, além da toxicidade, conferem odor e sabor de terra ou mofo às águas. Estas florações normalmente tornam as águas esverdeadas ou amareladas, formando manchas na superfície devido ao elevado número de indivíduos.

As cianobactérias podem produzir neurotoxinas que atuam no sistema nervoso central, inibindo a transmissão de impulsos à musculatura, provocando a morte por parada respiratória, hepatotoxinas que causam intoxicações, morte por hemorragia do fígado e dermatotoxinas, irritante ao contato.

Intoxicações, mortandades de peixes e de outros animais, inclusive de humanos, causadas por cianotoxinas têm sido registradas no mundo inteiro.

Cerca de 40 cianobactérias são referidas como potencialmente tóxicas, dentre estas, 14 já foram registradas em florações, inclusive tóxicas, em diversos corpos d'água do Rio Grande do Sul. Cylindrospermopsis raciborskii, Microcystis spp., Anabaena crassa e Planktothrix isothrix estão entre as espécies que merecem destaque pela alta freqüência de ocorrência. Cabe ressaltar que, florações de Planktothrix isothrix foram responsáveis pela coloração esverdeada ostentada pelo lago Guaíba e pelo sabor e odor de terra de suas águas em verões passados.

Vera Regina Werner 
Seção de Botânica - MCN/FZBRS 
e-mail: vrwerner@fzb.rs.gov.br

 
 
 


Floração da cianobactéria potencialmente tóxicaCylindrospermopsis raciborskii (Wolosynska) Seenayya et Subba Raju em corpo d'água do Rio Grande do Sul, formando manchas amareladas na superfície da água. Foto: Emanuel Bruno Neuhaus.

VOCÊ CONHECE ALGUMA SAMAMBAIA AQUÁTICA?







As pteridófitas são plantas vasculares com ausência de flores, frutos e sementes, as mais conhecidas são popularmente denominadas de samambaias. Apresentam ciclo de vida com duas fases (esporofítica e gametofítica).

O esporófito é a planta mais evidente, é vascularizada tem xilema e floema como as plantas com flores e também é a planta formadora de esporos, como as briófitas. O gametófito, a planta menos conhecida, tem aparência e proporção de briófita e forma gametas.

Atualmente, estima-se que existam entre 12.000 a 15.000 espécies de pteridófitas no mundo.

Uma pteridófita bem interessante, e que em nada se parece com uma típica samambaia é a espécie aquática Regnellidium diphyllum, o formato de suas folhas lembra uma gravata borboleta. Possui caule rastejante que se fixa ao substrato e folhas flutuantes formadas por dois folíolos arredodados, o tamanho do pecíolo varia conforme a altura da lâmina d'água, podendo chegar a 20 cm de comprimento. Representa a única pteridófita conhecida que possui látex em seu esporófito, também, é endêmica do sul da América do Sul, tem sua ocorrência restrita a região sul do Brasil e Corrientes na Argentina. Devido à destruição crescente de seu hábitat (banhados e corpos d'água) e seu grau de endemismo, foi incluída na lista das Espécies Ameaçadas de Extinção do Rio Grande do Sul na categoria vulnerável. O látex é um líquido, geralmente, de aparência leitosa presente em algumas plantas, principalmente, em representantes das famílias Apocynaceae (p.ex. jasmim-catavento), Euphorbiaceae (p.ex. coroa-de-cristo e seringueira) e Moraceae (figueiras), e serve para proteção da planta.

Rosana Senna 
Seção de Botânica - MCN/FZBRS 
e-mail: senna@fzb.rs.gov.br

INSTRUMENTOS DE GESTÃO E ESTRATÉGIAS DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

Reserva da Biosfera:

Reserva da Biosfera é o reconhecimento da UNESCO para as regiões que possuem recursos naturais raros, que devem ser utilizados de forma racional. Reconhecida pela UNESCO, a partir de 1971, através do Programa MaB – Man and Biosfhere (O Homem e a Biosfera), cada reserva é composta por áreas representativas dos diversos ecossistemas que caracterizam a região onde está inserida.

Ao mesmo tempo em que procuram garantir a conservação da biodiversidade, essas reservas buscam a melhoria das condições de vida da população que nelas vive, por meio do uso sustentável dos recursos naturais.

No Brasil, a primeira Reserva reconhecida pela UNESCO foi a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, cujo processo iniciou-se em 1991, pelo Estado de São Paulo. Hoje a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica abrange aproximadamente 29 milhões de hectares, do Ceará ao Rio Grande do Sul, totalizando 15 estados.

Atualmente o País tem cinco Reservas da Biosfera reconhecidas, totalizando 15% do território brasileiro:


Reserva da Biosfera
Ano de Implantação
 Área (KM2)
Mata Atlântica
1991,1992,1993,2000,2002
350.000
Cinturão Verde de São Paulo
1993
Integrante da RBMA
Cerrado
1993,2000, 2001
296.500
Pantanal
2001
251.570
Amazônia Central
2001
208.600



      As Reservas da Biosfera são uma importante ferramenta para o ordenamento territorial, manejo da paisagem e conservação da biodiversidade. Com base no Sistema Nacional de Unidades de Conservação e nas diretrizes da UNESCO, o zoneamento da Reserva contempla três zonas distintas:

Zonas-núcleo – são áreas destinadas à proteção integral, são formadas por unidades de conservação legalmente instituídas e pelas áreas de preservação permanente.

Zonas de amortecimento – são áreas que envolvem as zonas-núcleo e onde são permitidas atividades econômicas que não coloquem em risco a integridade das zonas-núcleo, garantindo assim, a sua preservação.

Zonas de transição – são as áreas mais externas da reserva, não possuindo limites rígidos. Nelas, incentiva-se o uso sustentável da terra, como forma de promover a recuperação ambiental.

A Reserva da Biosfera no território gaúcho foi reconhecida em 04 de junho de 1994 pela UNESCO, abrangendo os remanescentes da Mata Atlântica e ecossistemas associados inseridos no Domínio da Mata Atlântica.

Em nível federal, a gestão da Reserva é feita por um Conselho Nacional paritário, composto por 20 membro governamentais e 20 da sociedade civil; em nível estadual, a gestão é feita pelo Comitê Estadual da Reserva, reconhecido pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente, através da Resolução CONSEMA nº 01/97. 

Fonte: Núcleo Amigos da Terra. Mata Atlântica: A Floresta em que vivemos. Porto Alegre, 2003

Sistemas Nacional e Estadual de Unidades de Conservação:

SNUC: A Lei Federal nº 9.985/00, que aprovou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), estabelece critérios e normas para criação, implantação e gestão das unidades de conservação. 

Cada categoria de unidade de conservação prevista no SNUC tem finalidade e normas de uso e de conservação distintas. O SNUC prevê dois grupos nos quais se inserem as diferentes categorias de unidades de conservação: 

Unidades de Proteção Integral: cujo objetivo básico é preservar a natureza não sendo permitida a exploração direta dos recursos naturais. 

Unidades de Uso Sustentável: cuja finalidade é compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parte dos seus recursos naturais.


SEUC: O Governo do Estado do RS, por meio do Decreto nº 34.256 de 02.04.92, criou o Sistema Estadual de Unidades de Conservação (SEUC), regulamentado pelo Decreto 38.814 de 26.08.98. O SEUC vem sendo implementado pelo Departamento de Florestas e Áreas Protegidas (DEFAP) da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA).





Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE:

O ZEE é um instrumento de planejamento e gestão do território, previsto na Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, tendo sido recentemente regulamentado pelo Decreto nº 4.297, de 10.07.2002, que define os critérios para sua elaboração e implementação. 

O ZEE divide o território em zonas com padrões de paisagem semelhantes e estabelece diretrizes de ocupação, de acordo com as necessidades de proteção, conservação e recuperação dos recursos naturais e do desenvolvimento sustentável. 

A elaboração de diagnósticos para a elaboração do zoneamento, conforme o Decreto nº 4.297/2002, prevê que sejam identificados os corredores ecológicos e as áreas para unidades de conservação, incorporando, desta maneira, a conservação da biodiversidade na metodologia do ZEE. O Programa de Gerenciamento Costeiro (GERCO/RS), coordenado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental – FEPAM, elaborou o ZEE do Litoral Norte do RS, em função da intensidade de ocupação desta região e conseqüente transformação de seu ambiente natural e perda da biodiversidade. 

As 14 zonas propostas no ZEE expressam os elementos que compõe as diferentes paisagens do Litoral Norte do RS, com destaque para as dunas, ecossistemas lagunares, a vegetação de restinga e a mata atlântica.




Monitoramento:


Rede de Monitoramento da Qualidade das Águas: O monitoramento dos recursos hídricos tem como objetivos gerais o acompanhamento das alterações de sua qualidade, a elaboração de previsões de comportamento, o desenvolvimento de instrumentos de gestão e o fornecimento de subsídios para ações saneadoras.

A FEPAM - Fundação Estadual de Proteção Ambiental realiza o monitoramento da qualidade das águas superficiais por meio de coletas e análises de águas, e utiliza para interpretação destes resultados a Resolução Nº 357/2005 do CONAMA - Conselho Nacional de Meio Ambiente que fixa o padrão de qualidade que deve ter a água no meio ambiente em função do uso a ela destinado. Os resultados são também interpretados utilizando metodologia de IQA - Índice de Qualidade das Águas. Os resultados são divulgados no site da Fepam www.fepam.rs.gov.br

O monitoramento realizado pela FEPAM abrange os principais rios formadores do lago Guaíba: rio Gravataí, rio dos Sinos (incluindo rio Rolante), rio Caí, rio Taquari-Antas e rio Jacuí (incluindo rio Pardo, rio Vacacaí e rio Vacacaí-mirim). 

Neste monitoramento são analisados 27 parâmetros de qualidade da água: OD (Oxigênio Dissolvido), pH, Coliformes Fecais, DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), DQO (Demanda Química de Oxigênio), Nitrogênio amoniacal, Nitrogênio orgânico, Fosfato Total, Fosfato orto, Turbidez, Sólidos Totais, Condutividade, Índice de fenóis, Surfactantes, Cádmio, Chumbo, Cobre, Cromo Total, Mercúrio, Níquel, Zinco, Alumínio, Ferro, Manganês Temperatura da Água, Transparência, Profundidade. 

As coletas e análises de águas são realizadas pelo Departamento de Laboratório e os dados são armazenados e interpretados pelo Departamento de Qualidade, ambos da FEPAM. 

Rede de Monitoramento do Mexilhão Dourado: Limnoperna fortunei, bivalve popularmente conhecido como mexilhão dourado, foi registrado no sul do Brasil pela primeira vez em 1998. Este bivalve, originário da epifauna do sudeste asiático, encontrado na Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba, foi trazido como parte do mesocosmo formado pela água de lastro de navios cargueiros. 

A FEPAM, integrante da Força Tarefa Nacional de combate ao Mexilhão Dourado, iniciou em 2003 o monitoramento desta espécie exótica invasora. A Rede de Monitoramento do Mexilhão Dourado conta atualmente com 58 locais ao longo dos rios e barragens da região hidrográfica do Guaíba, seguindo critérios de localização: 
#Pontos da Rede de Monitoramento da Água 
#Navegação (portos, marinas e eclusas) 
#Hidrelétricas. 

A Rede de Monitoramento do Mexilhão Dourado é operada pela Divisão de Biologia e Serviço da Região do Guaíba.


Corredores Ecológicos e Corredores Biológicos: 


Corredor Ecológico é um espaço sub-regional definido biológica e estrategicamente para os fins de planejamento e implementação da conservação englobando todos os tipos de Unidades de Conservação. Podem existir dentro de um Corredor Ecológico vários espaços, denominados Corredores Biológicos, para o estabelecimento de conectividade que facilite a movimentação das espécies. 

O objetivo de um Corredor Ecológico é o planejamento e a implementação de políticas públicas que permitam a conciliação de ações conservacionistas com as tendências de desenvolvimento econômico, livre da necessidade de confinar a solução dentro dos limites das atuais Unidades de Conservação e zonas tampão. 

O uso de Corredores Ecológicos como unidades de planejamento permite visualizar o que é impossível na escala de parques e zonas tampão: uma alocação ótima de recurso no uso da terra para conservar a biodiversidade ao custo econômico mínimo para a sociedade. 

O planejamento e a implementação de corredores ecológicos foi proposto no âmbito do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil, do Ministério do Meio Ambiente, por meio do Projeto Corredores Ecológicos. Dos sete corredores identificados pelo Projeto, dois estão em implementação: o Corredor Central da Amazônia, e o Corredor Central da Mata Atlântica. 

Na região sul, a Serra do Mar e a Serra Geral , com a ocorrência de espécies endêmicas, grande riqueza biótica e uma rede importante de unidades de conservação, incluindo os Parques Nacionais dos Aparados da Serra (SC/RS) e da Serra Geral (RS) é uma região considerada com potencial para a implementação de corredores de biodiversidade. 

Fonte: 
- MMA. Fragmentação de Ecossistemas: Causas, Efeitos sobre a Biodiversidade e Recomendações de Políticas Públicas. Brasília, 2003.
- BRASIL. Ministério do Meio Ambiente/SBF. Avaliação e ações prioritárias para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica e Campos Sulinos. Brasília, 2000.



Convenção RAMSAR:

A Convenção sobre Áreas Úmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat para Aves Aquáticas foi assinada na cidade de Ramsar, no Irã, em 1971. Desde então, esta Convenção é conhecida como “Convenção de Ramsar”. Entrou em vigor em 21 de dezembro de 1975. A Convenção conta com 96 países signatários (até 1996), incluindo o Brasil que aprovou o texto da Convenção em 24 de fevereiro de 1993. 

A Convenção de Ramsar tem por objetivo promover a conservação de áreas úmidas e integrar as necessidades das populações que ali vivem. A designação de uma área úmida com o status de integrar a Lista de Ramsar confere prestígio para a área e pode ser de grande valor para sua conservação. 

A definição RAMSAR para zonas úmidas se estende a uma ampla variedade de tipos de ecossistemas aquáticos, sendo reconhecidos os seguintes sistemas principais: 

*Marinho (zonas úmidas costeiras, incluindo costões rochosos e recifes de coral)
*Estuarino (incluindo deltas, marismas e manguezais)
*Lacustre (referente aos lagos)
*Corpos de água artificiais (zonas úmidas construídas pelo homem) 

A tabela abaixo indica as zonas úmidas Ramsar designadas pelo Brasil, sendo uma delas localizada no RS, o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, com 34.400 ha.

Zonas Ramsar
Estado
Data da designação
Extensão da área
Pantanal Matogrossense
MT
24.05.1993
135.000 ha
Lagoa do Peixe
RS
24.10 1993
34.000 ha
Mamirauá
AM
04.10.1993
1.124.000 ha
Ilha do Bananal
TO
04.10.1993
562.312 ha
Reentrâncias Maranhenses
MA
30.11.1993
2.680.911 ha

Fonte: www.io.usp.br


FELIZ DIA DA MULHER!!!


7 de março de 2013

AÇÚCAR E SUAS DIFERENÇAS


      As principais diferenças aparecem no gosto, na cor e na composição nutricional de cada tipo. A regra básica é a seguinte: quanto mais escuro é o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele tem, e mais perto do estado bruto ele está. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no último processo da fabricação, o refinamento, que a gente explica direitinho no fim do texto. Apesar de esses aditivos deixarem o produto bonitão, eles também "roubam" a maioria dos nutrientes. Só para dar um exemplo, em 100 gramas de um açúcar bem escuro, o mascavo, existem 85 miligramas de cálcio, 29 miligramas de magnésio, 22 miligramas de fósforo e 346 miligramas de potássio. Para comparar, na mesma quantidade de açúcar refinado, aquele tipo branco mais comum, a gente encontra no máximo 2 miligramas de cada um desses nutrientes.




     A matéria-prima do nosso açúcar, você sabe, é a cana. Antes de chegar à nossa mesa, a planta passa por diversas etapas de fabricação. Primeiro, ela é moída para extrair o caldo doce. Depois, começa a purificação, em que o caldo é aquecido a 105 ºC e filtrado para barrar as impurezas. Em seguida, o caldo é evaporado, vira um xarope e segue para o cozimento, onde aparecem os cristais de açúcar que a gente conhece. Por último, os tipos mais brancos de açúcar ainda passam pelo refinamento, quando o produto recebe tratamentos químicos para melhorar seu gosto e seu aspecto. O resultado final é o açúcar em cristais, mas, se você moldar e comprimir os cristais com xarope de açúcar, dá para fabricar açúcar em torrões. Além da cana, há açúcar nas frutas e no milho (a frutose) e no leite (a lactose). A beterraba é outra fonte de açúcar, mas tem um processo de extração diferente. Ela é popular na Europa: como lá não tem cana, a beterraba entrou na dança.

Doces delícias

Tipos claros recebem tratamento químico e possuem menos nutrientes

De confeiteiro: Tem cristais tão finos que mais parecem talco de bebê. excelente para fazer glacês e coberturas. O segredo é o refinamento sofisticado, que inclui uma peneiragem para obter os mini-cristais e a adição de amido de arroz, milho ou fosfato de cálcio para evitar que os mini-cristais se juntem novamente.

Orgânico: É diferente de todos os outros tipos porque não utiliza ingredientes artificiais em nenhuma etapa do ciclo de produção, do plantio à industrialização. O açúcar orgânico é mais caro, mais grosso e mais escuro que o refinado, mas tem o mesmo poder do adoçante.

Light: Surge da combinação do açúcar refinado com adoçantes artificiais, como o aspartame, o ciclamato e a sacarina, que quadruplicam o poder de adoçar. Um cafezinho só precisa de 2 gramas de açúcar light para ficar doce, contra 6 gramas de açúcar comum. Por isso, que consome o açúcar light ingere menos calorias.

Líquido: É obtido pela dissolução do açúcar refinado em água. Usado em bebidas gasosas, balas e doces, o açúcar líquido não é vendido em supermercados. Uma das vantagens é que ele não precisa ser estocado em sacos, diminuindo o risco de contaminação com poeira e micro-organismos.

Frutose: É o açúcar extraído das frutas e do milho. Sem precisar de nenhum aditivo, frutose é cerca de 30 mais doce que o açúcar comum, mas ela engorda sem oferecer uma vitaminazinha sequer. A maior parte da frutose vendida no Brasil é importada e tem preços meio amargos.

Refinado: Também conhecido como açúcar branco, é o açúcar mais comum nos supermercados. No refinamento, aditivos químicos como o enxofre tornam o produto branco e delicioso. O lado ruim é que esse processo retira vitaminas e sais minerais, deixando apenas as "calorias vazias" (sem nutrientes).

Mascavo: É o açúcar bruto, escuro e úmido, extraído depois do cozimento do caldo de cana. Como o açúcar mascavo não passa pela etapa de refinamento, ele conserva o cálcio, o ferro e os sais minerais  Mas seu gosto, bem parecido com o do caldo de cana, desagrada a algumas pessoas.

Cristal: É o açúcar com cristais grandes e transparentes, difíceis de serem dissolvidos em água. Depois do cozimento, ele passa apenas por um refinamento leve, que reira "só" 90% dos sais minerais  Por ser econômico e render bastante, o açúcar cristal sempre aparece nas receitas de bolos e doces.

Demerada: Também usada no preparo de doces, esse açúcar de nome estranho é um dos tipos mais caros. Ele passa por um refinamento leve e não recebe nenhum aditivo químico. Por isso, seus grãos são marrom-claros e têm valores nutricionais altos, parecidos com os do açúcar mascavo.

Fonte: Mundo Estranho

DINÂMICA: SONHAR É PRECISO

Objetivo: Integração do grupo.

Para conversar: Em circulo, pedir para que as pessoas se apresentem dizendo seu nome, se sabem quem escolheu esse nome (pai, mãe...) e a história que tem por traz dele.

Somos quem podemos ser
- Em cada nome tem uma história, um sonho, um desejo bom de alguém para conosco. Mas, a gente cresce e começa a ter sonhos próprios.

- De que sonho você se alimenta? É o mesmo sonho de seus pais? Converse sobre isso com o colega do lado.

Sonhos que queremos ter 

Dividir o poema Sonho Domado em 5 partes numeradas de 1 a 5. Distribuir para o grupo e formar 5 subgrupos (todos os números 1,2,3,4,5):

Sonho Domado ( Thiago de Mello)

Sei que é preciso sonhar.

Campo sem orvalho, seca
A frente de quem não sonha.
Quem não sonha o azul do vôo
perde seu poder de pássaro.

A realidade da relva
cresce em sonho no sereno
para não ser relva apenas,
mas a relva que se sonha.

Não vinga o sonho da folha
se não crescer incrustado
no sonho que se fez árvore.

Sonhar, mas sem deixar nunca
que o sol do sonho se arraste
pelas campinas do vento.

É sonhar, mas cavalgando
o sonho e inventando o chão
para o sonho florescer.


- Fazer a leitura coletiva do poema, iniciando pelo grupo 1 e conversar sobre sua mensagem. Depois, falar sobre os sonhos que nos são comuns.

- Retomar com o grupo: para que servem os sonhos e a importância de tê-los, de alimentá-los, de traçar um plano a curto, médio e longo prazo no sentido de como pensamos poder realizá-los.

- Pedir para que cada pessoa do grupo leia sua parte do poema e anote nesta folha uma frase relacionada a algum sonho que traz consigo. Por ex: meu sonho é.............. e para realizá-lo eu penso que seja preciso...........

- Pedir para que cada um guarde sua anotação com carinho, com o compromisso de fortalecer seu sonho e não deixá-lo definhar.

Finalizar com todos em pé, de mãos dadas e num grande abraço, simbolizando o quanto precisamos uns dos outros para concretizar nossos sonhos e ser feliz.

Fonte: Mundo Jovem

IMPORTÂNCIA DA PESQUISA NA ESCOLA

Os alunos, em sua maioria, não buscam respostas para seus questionamentos acerca de diversos assuntos, quando estão resolvendo exercícios que necessitam de uma pesquisa dentro do texto ficam desanimados e muitas vezes desistem. 

A pesquisa pode ser um grande instrumento na construção do conhecimento do aluno, por isso se faz necessário, sempre que possível, que o professor mande algum tema para pesquisa relacionado com o conteúdo, a fim de contribuir na construção da aprendizagem. 

Por meio da pesquisa o aluno tem possibilidade de descobrir um mundo diferente, coisas novas, curiosidades. Dessa forma, o professor tem a incumbência de gerenciar e orientar os seus alunos na busca de informações, sua função é disponibilizar referências bibliográficas, oferecendo melhores condições de desenvolvimento da pesquisa. Além de atuar na orientação da construção de textos a partir do material da pesquisa, o professor deve ensinar como retirar as partes mais importantes do conteúdo pesquisado. Outro ponto de grande relevância que o educador deve abordar é a conscientização de que uma pesquisa não é uma mera cópia e sim uma síntese de um conjunto de informações. 

A etapa técnico-científico informacional que a humanidade está atravessando e a ascensão dos meios de comunicação tem facilitado o acesso às informações, desse modo, podem ser usados como base de pesquisas: livros, revistas, artigos científicos, enciclopédias, documentários, entrevistas, internet entre outras. 

A pesquisa na escola não deve ter apenas o objetivo de ocupar o aluno, de modo que o mesmo não fique sem fazer nada em casa, sua finalidade vai além, formar pessoas curiosas acerca do que se passa no mundo, assim, por meio dessa busca, o conhecimento será construído pelo próprio educando. 

Por Eduardo de Freitas - Equipe Brasil Escola

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E CRISE ALIMENTAR



HISTÓRIA "A MÁQUINA REGISTRADORA"



Exercício de Decisão Grupal

Objetivos:
1. Demonstrar como a busca do consenso melhora a decisão.
2. Explorar o impacto que as suposições têm sobre a decisão.

Tamanho do grupo: Subgrupos formados com cinco a sete membros; sendo possível, orientar vários subgrupos, simultaneamente.

Tempo exigido: quarenta minutos, aproximadamente.

Material utilizado:
- Uma cópia da história da “Máquina Registradora”, para cada membro participante e para cada grupo.
- Lápis ou caneta.

Procedimento:
1. O animador distribui uma cópia da história da “Máquina Registradora” para cada membro participante que durante sete a dez minutos, deverá ler e assinar as declarações consideradas verdadeiras, falsas ou desconhecidas.
2. A seguir, serão formados subgrupos de cinco a sete membros, recebendo cada subgrupo uma cópia da história da “Máquina Registradora”, para um trabalho de consenso de grupo, durante doze a quinze minutos, registrando novamente as declarações consideradas verdadeiras, falsas ou desconhecidas.
3. O animador, a seguir, anuncia as respostas corretas. (a declaração número 3 é falsa, e a do número 6 é verdadeira, e todas as demais são desconhecidas).
4. Em continuação, haverá um breve comentário acerca da experiência vivida, focalizando-se sobretudo o impacto que as suposições causam sobre a decisão e os valores do grupo.

Exercício da “Máquina Registradora”

A HISTÓRIA: Um negociante acaba de acender as luzes de uma loja de calçados, quando surge um homem pedindo dinheiro. O proprietário abre uma máquina registradora. O conteúdo da máquina registradora é retirado e o homem corre. Um membro da polícia é imediatamente avisado.

Declaração acerca da história: Verdadeiro – Falso - Desconhecido
1. Um homem apareceu assim que o proprietário acendeu as luzes de sua loja de calçados ........... V F ?
2. O ladrão foi um homem......... V F ?
3. O homem não pediu dinheiro.......... V F ?
4. O homem que abriu a máquina registradora era o proprietário.................V F ?
5. O proprietário da loja de calçados retirou o conteúdo da máquina registradora e fugiu ........V F ?
6. Alguém abriu uma máquina registradora......... V F ?
7. Depois que o homem que pediu o dinheiro apanhou o conteúdo da máquina registradora, fugiu... V F ?
8. Embora houvesse dinheiro na máquina registradora, a história não diz a quantidade............ V F ?
9. O ladrão pediu dinheiro ao proprietário .................. V F ?
10. A história registra uma série de acontecimentos que envolveu três pessoas: o proprietário, um homem que pediu dinheiro é um membro da polícia ............ V F ?
11. Os seguintes acontecimentos da história são verdadeiros: alguém pediu dinheiro – uma máquina registradora foi aberta – seu dinheiro foi retirado ...... V F ?


VEGETAÇÃO - BIODIVERSIDADE DO RS

   O IBGE com base na bibliografia fitogeográfica, em levantamento dos remanescentes de vegetação e em trabalhos de campo estimou a extensão dos tipos de vegetação do Brasil, classificados em Regiões Fitoecológicas e Áreas de Vegetação.

   O mapeamento representa uma reconstituição dos tipos de vegetação do território brasileiro na época do descobrimento. Mostra as Regiões Fitoecológicas e as demais áreas de Vegetação com seus grupos e subgrupos.

   A Região Fitoecológica compreende um espaço definido por uma florística de gêneros típicos e de formas biológicas características que se repetem dentro de um mesmo clima, podendo ocorrer em terrenos de litologia variada, mas com relevo bem marcado. (Fonte: IBGE, 2004)

   O RS apresenta as seguintes Regiões Fitoecológicas:

Floresta Ombrófila Densa
Floresta Ombrófila Mista
Floresta Estacional Semidecidual
Floresta Estacional Decidual
Estepe (Campos gerais planálticos e da campanha gaúcha)
Savana Estépica
Áreas de Formações Pioneiras
Sistema de transição (Áreas de Tensão Ecológica)



   Floresta Ombrófila Densa – o termo criado por Ellemberg & Mueller-Dombois (1965/6) substituiu Pluvial (de origem latina) por Ombrófila (de origem grega), ambos com o mesmo significado “amigo das chuvas”.

   Sua principal característica ecológica reside nos ambientes ombrófilos, relacionada com os índices termo-pluviométricos mais elevados da região litorânea. A precipitação bem distribuída durante o ano, determina uma situação bioecológica praticamente sem período seco.

   Esta vegetação apresenta três estratos definidos, o superior formado por espécies dominantes como o tanheiro (Alchornea triplinervia), o angico (Parapiptadenia rígida), a canela-preta (Ocotea catharinensis), entre outras. No estrato intermediário destaca-se a ocorrência do palmito (Euterpe edulis), espécie ameaçada de extinção no RS e no estrato arbustivo são encontradas inúmeras espécies, como a samambaia preta (Hemitelia setosa) e o xaxim (Dicksonia sellowiana).

    No RS sua ocorrência está restrita à região nordeste do Estado, recobrindo a encosta leste do Planalto Meridional (Serra Geral), em altitudes que vão desde a Planície Costeira, quase ao nível do mar, até cerca de 900 m, junto à borda do Planalto.

   Floresta Ombrófila Mista - caracterizada por apresentar o estrato superior dominado pela Araucária angustifolia, que dá a paisagem uma fisionomia própria. O estrato inferior é constituído por árvores mais baixas ou arbustos arborescentes, pertencente em grande parte às Mirtáceas, sendo comum a casca d’anta (Drymis brasiliensis) e o pinheiro bravo (Podocarpus lambertii).

   Floresta típica do Planalto Meridional, ocorrendo no RS em altitudes entre 500 m ao oeste a 1.000 m a leste, onde se destacam três núcleos principais: na borda dos Aparados entre o rios Maquiné e das Antas, na borda da encosta sul do Planalto, entre os rios Taquari e dos Sinos e em pleno Planalto Central, no curso superior do rio Jacuí.

   Floresta Estacional Semidecidual – a principal característica ecológica deste tipo de vegetação é representada pela dupla estacionalidade climática, representada no Estado, pela chamada seca fisiológica provocada pelo frio intenso do inverno, com temperaturas médias inferiores a 15ºC. A percentagem das árvores que perdem as folhas no conjunto florestal situa-se entre 20 e 50%.

   Além das florestas semideciduais localizadas na região da encosta inferior do nordeste, merecem destaque as localizadas na serra do sudeste, a oeste das Lagoas dos Patos e Mirim, onde, em função das características edáficas, estão inseridas numa paisagem diferenciada, formada por um mosaico de vegetação muito variada, que inclui os campos limpos, campos sujos , matas arbustivas e florestas-parque.

   Floresta Estacional Decidual – este tipo de vegetação é caracterizado por duas estações climáticas bem demarcadas. No RS, embora o clima seja ombrófilo, possui uma curta época muito fria e que ocasiona, provavelmente, a estacionalidade fisiológica da floresta.

  Esta formação ocorre na forma de disjunções florestais apresentando o estrato dominante predominantemente caducifólio, com mais de 50% dos indivíduos despidos de folhas no período frio.

   Sua ocorrência é destacada na região do Alto Uruguai, ao norte do Estado, e na borda sul do Planalto, acompanhando a Serra Geral, até as proximidades do rio Itu ( afluente do rio Ibicuí), fazendo limite com os campos da Campanha gaúcha.

   De modo geral, as espécies integrantes da Floresta Estacional da região do rio Uruguai são as mesmas da encosta sul do planalto, mas apesar disso, ocorre certo número de espécies próprias. A canafístula (Peltophorum dubium) e o timbó (Ateleia glazioviana), por exemplo, são espécies características da Floresta do Alto Uruguai.

   Estepe (Campos gerais planálticos e da campanha gaúcha): A fisionomia dos campos do RS é bastante variável, apresentando uma grande diversidade de formações locais, em face, principalmente das várias diferenciações de solo.

   Nos campos localizados nas altitudes mais elevadas do Estado, os denominados Campos de Cima da Serra, temos a ocorrência de capões de Araucária angustifólia e de solos turfosos com gramíneas, tibouchinas e juncais.

   Os chamados Campos da Campanha, localizados em altitudes de até 300 m, apresentam uma grande variabilidade de formações vegetais, constituídas pelas famílias das gramíneas, compostas e leguminosas.

   Savana Estépica: Esta classificação é empregada para denominar a área do “sertão árido nordestino” com dupla estacionalidade e também uma área disjunta no norte do Estado de Roraima e duas outras áreas também disjuntas, uma no extremo sul do Mato Grosso e outra na barra do rio Quaraí, no Rio Grande do Sul.

   A disjunção do “Parque do Espinilho” ocorre na planície alagável situada no extremo sudoeste do RS. Encontra-se ainda bastante preservada e seus ecotipos naturais revestem terrenos de deposição recente, localizados entre os rios Quaraí e Uruguai.

   Áreas de Formações Pioneiras: Situam-se na Planície Costeira e ao longo da rede hidrográfica da Depressão Central e da Campanha. Nestas áreas encontram-se espécies desde herbáceas até arbóreas, com ocorrência de variadas formas biológicas, adaptadas às diferentes condições edáficas aí reinantes. As formações vegetais encontradas são de influência marinha (restinga), fluvial (comunidades aluviais) e fluvio-marinha (manguezal e campos salinos).

   Sistema de transição (Áreas de Tensão Ecológica):

# Ecótono - Área de mistura florística entre tipos de vegetação (Ex. Floresta Ombrófila Mista/Floresta Estacional Decidual)

# Encrave - Área disjuntas que se contatam, mas onde cada uma guarda suas características ecológicas.

Fonte: 
IBGE. Manual Técnico da Vegetação Brasileira. Rio de Janeiro, 1992.
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. Inventário Florestal Nacional. Florestas Nativas RS. Brasília, 1983.