30 de setembro de 2013

ENERGIA SOLAR

Os constantes problemas ambientais causados pela utilização de energias não renováveis, aliados ao esgotamento dessas fontes, têm despertado o interesse pela utilização de fontes alternativas de energia.

A energia solar é uma boa opção na busca por alternativas menos agressivas ao meio ambiente, pois consiste numa fonte energética renovável e limpa (não emite poluente).

Sua obtenção ocorre de forma direta ou indireta.
A forma direta de obtenção se dá através de células fotovoltaicas, geralmente feitas de silício. A luz solar, ao atingir as células, é diretamente convertida em eletricidade. No entanto, essas células fotovoltaicas apresentam preços elevados. O efeito fotovoltaico ocorre quando fótons (energia que o Sol carrega) incidem sobre os átomos, proporcionando a emissão de elétrons, que gera corrente elétrica.

Para obter energia elétrica a partir do sol de forma indireta, é necessária a construção de usinas em áreas de grande insolação, pois a energia solar atinge a Terra de forma tão difusa que requer captação em grandes áreas. Nesses locais são espalhadas centenas de coletores solares.

Normalmente, a energia solar é utilizada em locais mais isolados, secos e ensolarados. Em Israel, aproximadamente 70% das residências possuem coletores solares, outros países com destaque na utilização da energia solar são os Estados Unidos, Alemanha, Japão e Indonésia. No Brasil, a utilização de energia solar está aumentando de forma significativa, principalmente o coletor solar destinado para aquecimento de água.

Apesar de todos os aspectos positivos da energia solar (abundante, renovável, limpa, etc.), ela é pouco utilizada, pois os custos financeiros para a obtenção de energia são muito elevados, não sendo viável economicamente. Necessita de pesquisas e maior desenvolvimento tecnológico para aumentar sua eficiência e baratear seus custos de instalação.

Fonte: www.brasilescola.com

29 de setembro de 2013

HAJA ÁRVORES!

Descubra como se faz papel e nunca mais desperdice uma folha do seu caderno.

O que entendemos hoje por papel é uma superfície flexível onde se pode escrever ou desenhar. Mas a necessidade dos humanos de escrever ou desenhar é bem anterior ao surgimento do papel moderno. O homem pré-histórico começou desenhando nas paredes de cavernas. O problema é que, como não havia como transportar as cavernas, os interessados é que tinham que ir até elas. Gravar mensagens em placas de pedra foi um progresso, afinal, mesmo sendo bastante pesadas , elas podiam ser transportadas. Outro progresso foi a invenção do tablete de barro, gravado enquanto estava fresco. Era mais rápido desenhar ou escrever, cabiam mais coisas em um tablete porque no barro os caracteres podiam ser menores, e cabiam mais tabletes na bagagem do mensageiro, já  que eles eram mais leves que as placas de pedra. Mas, de vez em quando, os tabletes quebravam. E quem iria confiar na mensagem de um tablete remendado? Então resolveram usar peles de animais! São leves, flexíveis, não quebram e são bem fáceis de transportar.

 Pinturas rupestres


Tablete de barro

Mas o ancestral do papel moderno, fino, flexível e leve, é o papiro egípcio. O papiro era feito de fibras de plantas de brejos do Rio Nilo, no Egito. As fibras de seus caules eram desfiadas, molhadas e espalhadas sobre uma superfície bem plana, outra camada úmida de fibras era cruzada sobre a primeira, e mais uma, e mais uma, depois se prensava esse sanduichão de fibras para extrair o excesso de água e se esperava secar. O resultado era o desejado: uma camada fina, leve e flexível. onde se podia escrever poemas, receitas, listas de compras, orações, o que desse na telha. Ou melhor no papiro.

Papiro (planta)

Outros povos gostaram da ideia, mas não tinham Rio Nilo e plantas do brejo com fibras bem longas por dentro para copiar os egípcios. E assim, durante muito tempo, o papel foi fabricado com trapos. Esses restos de tecido de algodão, cânhamo ou linho eram avidamente disputados pelos primeiros fabricantes de papel, que era então um artigo de luxo, como se pode imaginar. 
Escrita em cânhamo

Até que se acabou descobrindo que o tronco das árvores pode ser picado, fermentado, cozido e moído até se tornar uma sopa de fibras que podiam ser emaranhadas, espalhadas em camada fina, secas e finalmente cortadas, impressas e encadernadas. Se hoje temos  florestas de eucaliptos e pinheiros por todo lado é porque ambos crescem rápido, produzem troncos retos que servem como material de construção e como fonte de fibras para a fabricação de papel. Portanto, os humanos já usavam fibras vegetais para tecer roupas, e o papel foi criado como uma espécie de tecido que não veste ninguém, só registra e transmite informação.

Mas essa informação era ainda registrada manualmente. Acredite, até a Idade Média os livros eram escritos à mão, um por um. Não estranha que tão pouca gente soubesse ler e escrever. A invenção da tipografia, com letras impressas mecanicamente e não escritas à mão permitiu multiplicar enormemente a produção e distribuição de livros. E aí não havia trapos de roupas ou panos de chão que sustentassem tamanho apetite de leitura. Assim nasceu a moderna indústria do papel, baseada em fibras de árvores que podem crescer praticamente em qualquer lugar, e não apenas nas margens do Nilo.

A fonte de fibras pode ter mudado  desde a Antiguidade, mas a ideia continua sendo exatamente a mesma desde o tempo do Império Egípcio: fibras vegetais são amassadas, encharcadas, trituradas, prensadas em camada fina e secas.

PAPEL E CLORO

O papel da Antiguidade não era branquinho como o de hoje. Afinal, as fibras naturais, de algodão, madeira ou lã, não são brancas, são marrom, amarelo-claro, bege, tudo menos branco. Isso era mesmo um problema, já que na época não havia como corrigir deficiência visual e ler pilhas de papéis amarelados à luz de vela não devia ser nada fácil, mesmo para quem enxergasse bem. O desafio dos fabricantes era produzir papéis bem lisos e brancos, para destacar as letras e facilitar a leitura, e para isso se usavam misturas de colas, argila e produtos que preenchiam os espaços entre as fibras e deixavam o papel mais liso e resistente, além de mais claro.

Isso foi de certa forma uma maldição. Em 1774, um químico alemão descobriu que o cloro branqueava quase tudo, inclusive papel. A partir daí, florestas ou plantações de árvores e indústrias de cloro e de papel passaram a nadar juntas. Países frios como EUA, Canadá e Suécia, que têm grandes  florestas de pinho, investiram pesadamente na indústria de papel e de cloro, e o resultado disso é que nesses países há hoje dezenas de lagos onde é permitido pescar, mas é proibido comer o peixe capturado porque ele tem mercúrio demais. O peixe engoliu um termômetro?  Não, o mercúrio (Hg) era utilizado, em toneladas, na fabricação do cloro, que servia para branquear o papel, e o próprio mercúrio era também adicionado ao papel como antimofo. Mas a fábrica foi fechada há mais de 20 anos! Ok, não importa, o mercúrio liberado no ambiente naquela época continua contaminando os peixes até hoje.
 Floresta de pinho no Canadá





ECOLOGICAMENTE INCORRETO

Que beleza, então mesmo pagando mais caro para usar papel meio escurinho, porque é reciclado, ecológico, sustentável, na hora da pescaria vou ter que devolver o peixe ao lago e abrir uma lata de sardinha quando a fome apertar?

Isso mesmo, pagamos hoje pelos pecados de ontem. Agora é chique e moderno usar papel reciclado ou não branqueado, mas o mesmo gesto foi encarado como confissão de pobreza no tempo de seus avós. Pessoas finas escreviam à caneta-tinteiro em papel branco e fininho, os poucos pobres alfabetizados escreviam a lápis ou carvão em papel de embrulho.

Você pode ser adepto do papel branquinho ou moreninho. Saiba que a primeira opção exige o uso de muitos produtos químicos tóxicos, como cloro e mercúrio. Usar papel branqueado tem maior pegada ecológica: escrever o mesmo bilhete para o(a) namorado(a) vai consumir mais recursos do planeta do que em papel reciclado. E vai colocar você no final da fila: afinal, ser ecológico já foi coisa de maluco, mas hoje é legal. E, afinal, um dos motivos para se fazer papel mais branco era a dificuldade de ler à noite, que hoje não temos mais.

Espero que você nunca mais olhe para o papel como antes. Produzi-lo exigiu usar terra. trabalho, água, adubo, sol, comida, combustível. Suas fibras  (celulose) podem ser desfeitas e refeitas muitas e muitas vezes, se ele for reciclado. Se for para o lixo comum terá servido apenas uma vez. Depois de tanto trabalho e gasto de recursos naturais, um uso apenas é pouco, não acha?  

Texto de: Jean Remy Davée Guimarães


EXPERIMENTO EM SALA DE AULA



Explorações possíveis a partir do texto:

* Biomagnificação do mercúrio e consequências do elemento no organismo humano.

* Descoberta do Cloro.

* Fabricação de papel no Brasil.

* Quantidade de árvore(s) necessárias para fabricar uma folha de papel A4.

* Comparação entre papel branco e reciclato.

* Situação da reciclagem do papel no Brasil.


Se tiver mais alguma sugestão, deixe um comentário.





28 de setembro de 2013

MIMETISMO


A partir do texto, solicitar aos alunos que pesquisem sobre casos de mimetismo no mundo animal.

As pesquisas poderão compor um painel coletivo ou um vídeo.

MORCEGOS



INCLUSÃO NO MUNDO DAS BALEIAS CACHALOTES

Apesar de essas baleias não serem lá muito sociáveis, um golfinho-nariz-de-garrafa com deformação na coluna foi reconhecido como parte de um grupo de cachalotes, no arquipélago dos Açores.

Quem leu o livro - ou assistiu ao filme - O Guia do Mochileiro das Galáxias, deve se lembrar da baleia gentil e curiosa de 18 metros de comprimento. Além de ter uma enorme cabeça, a cachalote é também o maior animal com dentes do mundo! Não é à toa que dois biólogos americanos - Alexander Wilson e Jens Krause - viajaram para o arquipélago de Açores, no Oceano Atlântico, próximo ao continente europeu, para estudá-las.

Durante a pesquisa, Wilson e Krause encontraram um grupo de baleias adultas e filhotes, que aparentemente adotaram um companheiro não-baleia: um golfinho-nariz-de-garrafa com deficiência. Por sua deformação na coluna, ele certamente deve ter sido rejeitado ou esquecido por seu grupo de golfinhos, por isso ficou sozinho. 

Para surpresa dos biólogos, o estranho no ninho parecia estar bem-integrado com a sociedade das baleias: ele nada, come e até se aninha junto a elas. Isso é particularmente curioso, porque as cachalotes não são lá muito sociáveis - e nem costumam se aproximar de golfinhos!

Mas os cientistas suspeitam que isso não acontecia entre os companheiros de mesma espécie: ao que tudo indica, é possível que o bichinho tenha sido alvo debulling entre outros golfinhos. Que chato! 

Tanto as cachalotes quando os golfinhos são animais inteligentes e sabem que a imensidão do oceano não é tão assustadora quando estamos na companhia gentil de outros. Especialmente quando este grupo de baleias, em seu instinto de ser social, passou por cima da superficialidade de suas diferenças com o golfinho.

No vídeo abaixo, veja as baleias e o golfinho-nariz-de-garrafa nadando juntos: 

No fim, em vez de apenas aprender mais a respeito do comportamento do animal, os cientistas conseguiram vislumbrar um aspecto sem precedente entre as baleias: a generosidade.

Inspirador, não? Que tal manter os olhos bem abertos para ver gentileza à sua volta também? 

Fonte: Meu Planetinha

MUNDO DAS FORMIGAS

Apesar de parecerem insetos indefesos, as formigas são muito organizadas! Elas costumam formar sociedades em formigueiros cheios de túneis, como os das saúvas, que vivem nas Américas em ninhos de até 4 metros de profundidade!


TRABALHO SEM FIM 
Boa parte do funcionamento de um formigueiro é responsabilidade das formigas operárias. Entre algumas espécies de saúvas, elas se dividem em quatro grupos. Veja: 

1 - As ESCAVADORAS trazem folhas para o ninho 
2 - As SOLDADAS defendem a colônia do ataque de outros animais 
3 - As JARDINEIRAS cuidam dos jardins de fungos: elas trituram as folhas trazidas para que fungos se instalem nelas e sirvam de comida para todos 
4 - As GENERALISTAS cuidam dos ovos e limpam o formigueiro 

FAMÍLIA PRÓPRIA 
Além da rainha e das operárias, há as fêmeas aladas (com asas), que acasalam com os machos. A missão não é fácil: elas viram presas fáceis de outros bichos quando voam para se reproduzir. As que sobrevivem botam ovos e viram rainhas de novos formigueiros. A partir desse único voo de acasalamento, a rainha bota ovos pela vida toda. Os machos acabam morrendo. 

TODOS POR ELA 
Normalmente, só há uma rainha. Ela comanda tudo, liberando substâncias que, pelo olfato, orientam as outras formigas. A rainha passa a vida pondo ovos, e, quando morre, o formigueiro acaba. 

DE OLHO NAS PEQUENAS 
Ao menos uma das câmaras é habitada pelas larvas, que nascem dos ovos e se tornarão formigas. Não faltam cuidados: operárias até abrem novos túneis para refrescar o berçário. 

1 QUILÔMETRO 
É a extensão dos maiores formigueiros já encontrados no Brasil. Estima-se que milhões de formigas habitem esses imensos ninhos 

É PORCARIA? 
Vai para o lixo! Todos os resíduos de comida, e até formigas mortas, são levados por operárias para uma área onde a colônia acaba. Assim, as bactérias que o lixo atrai ficam longe, evitando contaminação. 

VOCÊ SABIA QUE... 
... nem todos os formigueiros são subterrâneos? Alguns são erguidos em formato de montes de terra que chegam a 1,5 metro de altura. E há os que são feitos no topo de árvores. 

QUANTO TEMPO VIVE UMA FORMIGA?
O tempo de vida varia de acordo com a espécie. Além disso, as formigas têm diferente funções no grupo e as que saem em busca de comida, se arriscam e morrem mais cedo do que a rainha, que fica protegida. No caso daquelas formigas mais comuns em casas, as operárias vivem cerca de 90 dias e as rainhas, até 2 anos.

Já entre as que vivem em jardins, a rainha vive até 20 anos e as operárias, até 9 meses.


AS FORMIGAS SE COMUNICAM?
Sim. E olha que elas têm muito assunto, pois vivem e trabalham em grupo! Para transmitir mensagens, o corpo delas produz e libera feromônios, substâncias com cheiros específicos para cada mensagem e que são percebidos por outras formigas por meio das antenas.

Algumas espécies também usam sons para alertar o grupo sobre a presença de inimigos batendo as antenas ou o abdome na parede do formigueiro.


 

Fonte: Meu Planetinha

Links interessantes que abordam o assunto:







ATIVIDADES - SISTEMA EXCRETOR

1- Usando as palavras abaixo, complete o texto.
água - abdominal - armazena - artéria renal - bexiga - derme - epiderme líquido - muscular - o sangue - pele - poros - rim - rins - sangue - sudoríparas suor - tóxicas - temperatura - ureteres - uretra - urina - veia renal

a) O sistema urinário é constituído por dois ___________, dois ___________,___________ e ___________.

b) O ___________ é um órgão de aproximadamente 10 cm, com forma de feijão, localizado na parte posterior da cavidade ___________. Sua função é filtrar ___________ e remover dele as substâncias indesejáveis, resultantes do metabolismo celular e outras substâncias em excesso ( ácido úrico e uréia ), formando-se a ___________ Função depuradora.

c) Os ___________ são vias com 25 cm de comprimento. Estes canais conduzem a urina até a ___________.

d) A bexiga é um órgão ___________ em forma de balão localizado na cintura pélvica, que ___________ a urina. Esta é eliminada para o exterior através de um tubo chamado de ___________.

e) O sangue chega ao rim pela ___________ que se ramifica em numerosos capilares. O rim extrai do ___________, água e substâncias prejudiciais em excesso formando assim a urina.O sangue purificado passa para a ___________saindo do rim. A urina assim formada passa aos ureteres e desce à bexiga onde é armazenada. Quando a bexiga se enche sentimos vontade de urinar. A urina sai da bexiga através da uretra.

f) A urina é um ___________corporal amarelo constituído por ___________e substâncias dissolvidas.

g) A ___________ compõem-se de duas camadas: a ___________, em contato com o ar: e a ___________onde se localizam as glândulas ___________, produtoras de ___________, que se abrem à superfície da pele por orifícios, os ___________.

h) A libertação do suor beneficia o organismo por retirar dele as substâncias ___________ e por regularizar a ___________do corpo, refrescando-o.

2- Assinale com um X a alternativa correta para cada questão:

a) Como se chama a eliminação de substâncias do organismo?
(   ) circulação                    (   ) excreção        (   ) digestão        (   ) respiração

b) Como é constituído o Sistema urinário? ( ) rins, ureteres, bexiga e uretra
(     ) rins, ureteres e uretra      (    ) rins, vias urinárias e pele           (     ) rins, bexiga e ureteres

c) Qual dos órgãos constituintes do sistema urinário tem a função de acumulação de urina?
(    ) uretra         (    ) rins           (    ) bexiga            (    ) ureteres

d) Qual a função do sistema urinário?
(     ) Produzir urina e filtrar o sangue.
(    ) Produzir uréia a ácido úrico.      
(    ) Produzir fezes e retirar a água em excesso das mesmas.
(    ) Produzir suor e libertá-lo para o exterior.

e) Durante a filtração do sangue qual das substâncias é transferida do mesmo para a urina?
(    ) nutrientes       (     ) suor           (     ) ácido úrico              (     ) oxigênio

f) Qual o constituinte da urina mais abundante?
(     ) cloreto de sódio (sal)                (    ) uréia                 (     )água                    (     ) ácido úrico

g) Qual a doença do sistema urinário que se caracteriza pela incapacidade de reter a urina na bexiga?
(    ) acumulações de minerais           (     ) incontinência            (     ) infecções              (     ) cancro

h) Quais dos seguintes cuidados a ter para um bom funcionamento do sistema urinário?
(   ) ingerir muita água, não fumar e evitar o consumo de sal
(   ) não fumar e consumir alimentos ricos em fibras
(   ) fazer exercício físico com regularidade e evitar consumo de gorduras
(   ) evitar consumo de gorduras e de sal

3- Os órgãos do sistema excretor são:
a) bexiga         b) rim              c) artéria renal                d ) uretra                 e ) ureter          f) veia renal

Relacione as estruturas do sistema excretor com as seguintes funções:
(    ) recolhe a urina produzida, encaminhando-a para a bexiga;
(    ) leva até os rins o sangue a ser filtrado;
(    ) filtra o sangue e produz a urina;
(    ) reconduz para a circulação o sangue filtrado nos rins;
(    ) conduz a urina para o exterior;
(    ) acumula a urina até sua eliminação.

4-Responda:

4.1) Qual é a principal substância tóxica que é filtrada e depois eliminada com a urina?

4.2) Quando uma pessoa realiza um esforço físico prolongado ou quando a temperatura do ambiente esta alta, a sudorese(produção de suor) contribui com a regulação da temperatura do corpo, evitando que ela aumente.Nessas situações , é comum a urina se tornar menos volumosa e mais concentrada. Responda:

a) A grande produção de suor tem alguma relação com a produção menos volumosa de urina? Por que ?

b) Como as glândulas sudoríparas contribuem para a manutenção da temperatura do nosso corpo nos dias quentes ?

4.3) Qual o papel desempenhado por cada um dos órgãos do sistema urinário humano ?


4.4) O que são néfrons e de que são constituídos ?


4.5) Por meio de análise de urina é possível identificar a existência de algumas substâncias e associá-las a doenças. Em condições normais de saúde, a urina não contém substâncias
importantes (ex: glicose).Por quê?

AULA PRÁTICA: CULTURA DE BACTÉRIAS


OBJETIVO: Realizar a confecção de meios de culturas bacteriana utilizando materiais de fácil manuseio e baixo custo para que possam fazer parte de aulas práticas de biologia.

INTRODUÇÃO:
Louis Pasteur foi o primeiro investigador a constatar que os microrganismos estão em todos os lugares: no solo, na poeira, nas águas, no ar, em nossos alimentos, roupas e objetos, e também habitam naturalmente as superfícies epiteliais do corpo humano. 

Quando desejamos estudar qualquer aspecto da biologia dos microrganismos, estes devem ser removidos de seu ambiente natural e têm de ser artificialmente alimentados por nós, o que enseja seu crescimento (proliferação). Ao contrário de outros investigadores, que podem trabalhar com um único exemplar da espécie em estudo (um basidiomiceto, uma esponja, uma borboleta, um coqueiro), o microbiologista precisa trabalhar com populações microbianas, em geral grandes. Para isto, algumas células iniciais devem colocadas num ambiente adequado para sua expansão numérica.

Um meio de cultura é uma mistura de substâncias orgânicas e/ou inorgânicas (nutrientes) destinadas à nutrição de microrganismos. Atualmente, dispomos de técnicas para cultivo de todas as classes de microrganismos: bactérias, fungos, protozoários, algas microscópicas e vírus. Sendo que esse ultimo apresenta características peculiares de cultivo. Os meios de uso geral são misturas orgânicas complexas capazes de permitir o crescimento de uma grande variedade de bactérias. Não é específico para uma determinada espécie de microorganismo e será o meio que utilizaremos nesse experimento. 


MATERIAL NECESSÁRIO: 
- 8 placas de Petri esterilizadas com água quente.

- Panela para ferver água;

- Água filtrada;

- Gelatina sem sabor;

- Cotonetes.


PROCEDIMENTO: 
- Ferva cerca de 1 litro de água de filtrada;

- Com cuidado jogue um pouco de água fervente placas de Petri. Escorra tudo para retirar a água, sem tocar no interior. O Objetivo é semi- esterilizar os “petris”;

- Enquanto esses recipientes esfriam, utilize a água restante( ½ litro) para fazer a gelatina incolor de na mesma panela, junto a 2 colheres de sopa rasas de açúcar;

- Após a gelatina esfriar um pouco, divida a mesma igualmente entre 4 placas. Tampe cada uma com as restantes, espere esfriar e coloque na geladeira até a gelatina ganhar consistência;

- Retire os frascos da geladeira e identifique os frascos: Controle, Saliva, Suor e Ambiente;

- Pegue um cotonete e esfregue na sua boca até ficar bem úmido;

- Esfregue suavemente esse cotonete na superfície da gelatina do frasco onde está escrito saliva;

- Pegue outro cotonete e esfregue entre seus dedos do pé de preferência bem suados e esfregue na superfície do frasco onde está escrito suor;

- Pegue um cotonete limpo e esfregue na superfície da gelatina onde está escrito controle;

- Deixe em local fresco, longe da luz do sol direta. Aguarde 2 ou 3 dias e faça as observações.

ÉTICA E MUDANÇA CLIMÁTICA GLOBAL


POR QUE É FUNDAMENTAL CONSERVAR A BIODIVERSIDADE

Conteúdos específicos: Evolução e conservação da biodiversidade e hotspots.

Objetivo: Compreender a importância da biodiversidade.

Ano:  8º e 9º anos

Tempo estimado: Duas aulas de 50 minutos


Leia mais no site do Planeta Sustentável:

Introdução:
Montanhas cobertas pela floresta tropical intocada, abrigando centenas de espécies animais e vegetais, muitas delas até então desconhecidas ou consideradas extintas. Essas palavras fazem lembrar o romance O Mundo Perdido, de Arthur Conan Doyle. Mas elas se referem à região montanhosa de Foja, na ilha de Nova Guiné (Indonésia) um santuário ecológico descrito por um pesquisador como "o mais próximo do Jardim do Éden que se pode encontrar na Terra". A área compreende a maior extensão contínua de florestas tropicais preservadas da Ásia, graças sobretudo ao fato de as populações humanas locais possuírem excelentes condições de caça e pesca no litoral, sem precisarem recorrer às vizinhanças montanhosas.

No entanto, MUNDO ESTRANHO informa que outras regiões da Indonésia a mata tropical praticamente desapareceu. Ao lado da Malásia e de muitas ilhas do Sudeste Asiático, essas áreas devastadas do país integram o vasto hotspot de Sundaland, no qual mais de 90% da cobertura original já foi destruída. A revista apresenta um mapa com este e outros nove pontos críticos da biodiversidade.

O aprofundamento dessas informações serve para complementar o que os jovens já conhecem sobre o assunto. E permite ainda uma abordagem mais ampla, com o objetivo de ressaltar a importância da aplicação das noções de evolução nas questões relacionadas à conservação ambiental.

Desenvolvimento:

1ª aula
Destaque a riqueza da idéia de espécie como categoria classificatória. Nos estudos sobre preservação da biodiversidade, é fundamental ter clareza a respeito desse conceito e de suas questões controversas. Do ponto de vista biológico, uma espécie é um conjunto de indivíduos capazes de intercruzamento e produção de descendência fértil, afastados reprodutivamente de outros grupos. Esse aspecto do isolamento pode ser explorado lembrando que tal condição e a conseqüente ruptura do intercruzamento são o ponto de partida para a formação de uma espécie. Um exemplo de onde isso se deu: as ilhas oceânicas visitadas por Darwin. Nelas, o isolamento produziu uma série de espécies únicas, o que chamou a atenção do naturalista inglês e, mais tarde, tornou-se uma das evidências para a teoria de evolução por seleção natural.

Nesse momento, é possível abordar o conceito de espécie endêmica, aquela restrita a determinada localidade ou região. Mostre que o endemismo é grande em áreas cuja particularidade geográfica separou certas populações das demais caso das ilhas oceânicas. O fenômeno também ocorre em Madagascar, Sri Lanka, Austrália, Nova Zelândia, Nova Caledônia, Havaí e Fernando de Noronha. Apresente fotografias de espécies desses lugares. Isso vai servir de apoio para uma discussão sobre as questões relacionadas à conservação da biodiversidade insular.

Lembre que podem existir espécies endêmicas em regiões continentais marcadas por geomorfologias particulares. Altas elevações, vales profundos e áreas isoladas por climas locais se encaixam nessa definição. Na América do Sul, temos, entre outros casos curiosos, a faixa de montanhas em Roraima. Informe que O Mundo Perdido foi inspirado nas narrativas do botânico inglês Everard Im Thum, explorador do Monte Roraima, santuário ecológico localizado entre o Brasil e a Venezuela.

2ª aula
Focalize o termo hotspot, usado na revista e neste plano de aula. Ele foi criado em 1988 pelo ambientalista britânico Norman Myers para resolver um dos maiores dilemas dos conservacionistas: quais os critérios para criar uma área de preservação? Quais os pontos mais importantes para a manutenção da riqueza de espécies na Terra?

Ao observar que a biodiversidade não está igualmente distribuída pelo planeta, Myers procurou identificar as regiões que concentram, nesse quesito, os mais altos níveis, e se perguntou onde as ações de conservação seriam mais urgentes. Esses locais os hotspots são, então, um tipo de pronto-socorro das espécies, áreas de rica biodiversidade e ameaçadas no mais alto grau, portanto prioritárias para os ambientalistas.

Peça que os alunos releiam as informações sobre os hotspots e, em especial, os critérios para defini-los. A Mata Atlântica e o cerrado estão nessa lista. Isso quer dizer que tais biomas têm pelo menos 1500 espécies de plantas endêmicas que só existem neles e em nenhuma outra parte e já perderam 70% ou mais da vegetação original. Proponha que a turma compare o mapa publicado na revista e o deste plano de aula, que é um recorte do que o site da Conservation International apresenta. Em ambos consta a Mata Atlântica, mas o cerrado aparece apenas no mapa da aula. Mostre que isso acontece porque MUNDO ESTRANHO relaciona os hotspots nos quais a vegetação foi destruída em pelo menos 90%, e o cerrado conserva 20% da cobertura original. Sugira pesquisas sobre o cerrado, para obter as informações apresentadas na revista: extensão original, extensão remanescente, espécies endêmicas ameaçadas e a principal ameaça. Vale a pena consultar o professor de Geografia para conseguir dados sobre a ocupação, o crescimento demográfico e as atividades econômicas dessa região.

Uma atividade complementar, que pode ser realizada nas aulas seguintes, consiste em selecionar alguns dos hotspots americanos e organizar seminários sobre eles, mostrando as características da biodiversidade local e os problemas relativos à sua conservação.

Fonte: Nova Escola

TABELA DE PEGADAS ANIMAIS


ESPIRAL DE ERVAS


SISTEMA NERVOSO




LIGA NCATB


MINI-VASOS COM CONCHAS VAZIAS


Vi por aí e achei um mimo, resolvi compartilhar:


23 de setembro de 2013

DINÂMICA: APRENDENDO A RESPEITAR AS DIFERENÇAS

Aprendendo e respeitando as diferenças 

# Divida a turma em grupos 
* Providenciar vários objetos que podem ser pegos com a boca, com os pés e com as mãos, alimento doce e salgado, música, líquidos para cheirar (álcool e perfume),  algodão e um objeto duro ou áspero, bola. 

Grupo 1  * Amarrar com um lenço (ou apenas avisá-los que não podem usar as mãos) as mãos de alguns alunos  e pedir que peguem os objetos. Eles deverão usar a criatividade e outras habilidades para pegar os objetos. 

Grupo 2 * Sentá-los em uma cadeira (pois acredito que talvez seja dificil arrumar uma de rodas emprestada),  com os pés para cima, e pedir que joguem bola sem colocar os pés no chão ( informe que a cadeira poderá ser arrastada usando o corpo). 

Grupo 3 * Pedir que o colega tape os olhos de outro, enquanto você pede a ela para identificar o cheiro do liquido levado por você, o sabor do alimento, a textura do objeto ou o próprio objeto. 

Grupo 4  * Eles devem tapar os ouvidos, (se você  conseguir pode comprar um ou dois protetores auditivos em lojas de produtos de segurança, tem uns de espuma que são baratos) com as mãos, e você coloca uma musica com as caixas no chão e eles descalços devem dançá-la. 

Conclusão:  Apesar das diferenças e das limitações do corpo , é dado a todos a oportunidade de superar suas dificuldades, pois não se isso mais a palavra deficiência, através de outras habilidades e aptidões que lhes são concedidas por Deus, tendo a natureza como instrumento. E estas aptidões são usadas a partir do momento em damos aos outros a oportunidade de mostrar sua capacidade, e principalmente, quando os estimulamos a tal.

E isso não de aplica somente as Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais físicas ou mentais, mas a todos que tem dificuldade de amar, praticar o bem e exercitar a fé. 

(autoria de Cláudia Moreira)

ÁGUA-VIVA

Descubra tudo sobre esse bicho feito de água, que já existem a mais de 700 milhões de anos!!!


Ih, evaporou!
A água-viva não tem esse nome por acaso: 98% do corpo do animal é formado de água. Por isso, quando encalha na praia, ela desaparece à medida que a água evapora.

Bem antigas
Os ancestrais da água-viva surgiram há uns 700 milhões de anos. Até hoje, os cientistas já encontraram umas 9 mil espécies diferentes. E a cada dia outras são descobertas em todo o mundo.

Só tentáculos
A única defesa desse bicho são os longos tentáculos. Se eles esbarrarem em algo, células especiais liberam uma espécie de agulha que injeta veneno para paralisar o inimigo. É assim que a água-viva consegue se defender e capturar comida. Na hora de comer, o alimento é levado à boca, fica no centro do corpo, na parte de baixo, entre os tentáculos.

Ai, que dor!
A fisgada da água-viva não costuma ser fatal para os humanos. Ela provoca dor, queimadura, irritações na pele, febre e cãibras nos músculos. A intensidade do ataque depende do tamanho e da espécie do bicho. Além disso, ela não tem o hábito de atacar pessoas.


Conheça as três espécies de água-viva mais poderosas (e venenosas):

Juba-de-leão
A maior água-viva do planeta nada pelos mares árticos há 650 milhões de anos. Cientistas já encontraram uma com 6 metros de diâmetro e tentáculos de uns 50 metros de comprimento.




Vespa-do-mar
A mais mortal das águas-vivas vive nos mares da Austrália. O veneno é tão potente, que poderia matar 60 adultos em dois minutos! E ela nem é tão grande: tem o tamanho de uma bola de basquete.




Irukandji

Com menos do que 1 centímetro de diâmetro, ela dificilmente é notada a olho nu. Apesar de pequena, essa água-viva que habita as praias australianas é uma das mais perigosas do mundo e tem um veneno superpoderoso.



Ficha da água-viva:
  • Onde vive: em todos os oceanos
  • Tamanho: de poucos milímetros a mais de 2 metros de diâmetro (sem contar os tentáculos, que podem chegar a 30 metros)
  • O que comem: plânctons, pequenos crustáceos e peixes
  • Tempo de vida:até 5 anos

OS MISTÉRIOS DA MENTE



A Neurociência é o ramo da Biologia que estuda o sistema nervoso. Atualmente, é considerada uma ciência interdisciplinar, pois permite que os estudos moleculares, celulares, estruturais, funcionais, médicos, evolutivos, do desenvolvimento e cibernéticos sejam realizados por diversas áreas do conhecimento, como Química, Medicina, Psicologia, Filosofia, Matemática e Engenharia da Computação.

Os métodos bioquímicos e a produção de imagens do cérebro vivo e intacto, por meio de tomografias e ressonância magnética, estão produzindo conhecimentos essenciais para entendermos o funcionamento cerebral, mas não é de hoje que pesquisadores estão empenhados em desvendar os mistérios da mente humana por meio da Neurociência. No Brasil, a Neurociência teve início a partir de experimentos de Neurofisiologia, pelos irmãos Álvaro e Miguel Ozório de Almeida, no início do século XX. Desde a década de 1920, a partir de estudos de Otto Loewi, busca-se desvendar como acontece a comunicação entre os neurônios, conhecida como sinapse.

Para compreender as sinapses, é importante voltarmos na história. Em 1904, Ramon y Cajal, obteve as primeiras evidências de que o sistema nervoso era formado por células individualizadas, os famosos neurônios.

Os neurônios são responsáveis por receber e transmitir informações. São formados por um corpo celular, onde está localizado o material genético: dendritos, que são prolongamentos responsáveis por receber o estímulo, axônio, que é um prolongamento por onde caminha a informação, e terminações nervosas, responsáveis por transmitir a informação. Nos axônios da maioria dos neurônios há a bainha de mielina, que faz com que a condução da mensagem aconteça mais rapidamente.

Uma característica importante dos neurônios diz respeito à capacidade de gerar e propagar impulsos elétricos. Isso é possível porque há diferença de íons presentes no meio extra e intracelular, o que torna a parte externa da membrana positiva e a interna, negativa. Merecem destaque os íons de sódio e potássio que estão distribuídos, respectivamente, nos meios extra e intracelular.

Na membrana, existem canais iônicos que permitem a entrada e/ou saída de íons das células. Quando ocorre um estímulo, esses canais são abertos, disparando um potencial de ação. Íons de sódio passam para o meio intracelular, gerando uma corrente elétrica que se propaga através da membrana do neurônio, o que faz com que os canais de potássio se abram, liberando íons no meio extracelular, equilibrando as cargas elétricas.

Na sinapse, as membranas dos neurônios não se tocam. Há um espaço entre eles conhecido como fenda sináptica. Mas, se há um espaço entre eles, você deve estar se perguntando: como a informação se propaga de um neurônio para o outro? Isso acontece graças à sinapse química.

Na terminação dos axônios ficam armazenados os neurotransmissores, que são substâncias químicas. Essas substâncias são liberadas na fenda sináptica quando ocorre potencial de ação e se ligam aos receptores presentes na membrana do outro neurônio, gerando uma resposta intracelular.

Existem vários neurotransmissores com funções específicas, ou seja, cada um leva uma mensagem e gera uma resposta diferente. A deficiência nesses neurotransmissores gera prejuízo nas sinapses e pode levar a várias patologias. Por exemplo, a acetilcolina é importante para a memória, a sua deficiência leva à doença de Alzheimer; a dopamina é importante para os movimentos e as emoções. Sua falta leva à doença de Parkinson e o excesso, à esquizofrenia. A depressão é causada pela falta de noradrenalina e serotonina.

O uso de drogas como cocaína, crack, êxtase, maconha, álcool e cigarro também causa prejuízo nas sinapses, inibindo ou estimulando a liberação dos neurotransmissores, o que pode gerar sérias consequências ao organismo.

O sistema nervoso é capaz de alterar sua estrutura ou função em resposta às influências ambientais, fenômeno conhecido como plasticidade. Essa capacidade independe da idade. Quando o cérebro é estimulado com a leitura, atividade física, trabalhos manuais, ou seja, com algo novo, ocorrem alterações no sistema nervoso, novas sinapses são formadas, a comunicação entre os neurônios se torna mais eficaz, o que melhora a concentração, o raciocínio, o aprendizado e a memória. 

Quando o estímulo ocorre com algo que é prejudicial, como as drogas de abuso, as modificações são maléficas, podendo gerar prejuízos para o aprendizado e a memória de forma permanente.

Diferentemente do que muitos imaginam, o cérebro necessita de estímulos bons para se manter ativo e, mesmo quando dormimos, ele não “desliga”, continua trabalhando, processando, selecionando e armazenando as informações recebidas ao longo do dia.

Apesar dos avanços da Neurociência, o funcionamento do cérebro continua sendo um grande mistério. Hoje, muitas descobertas estão auxiliando não apenas a medicina, mas também o professor em sala de aula.

No século XIX, Piaget, Vygotsky e Wallon defendiam teorias sobre a interferência da emoção, da atenção, da motivação, da afetividade, da relação com o meio e dos conhecimentos prévios no aprendizado. Com o avanço das pesquisas no campo da Neurociência, é possível constatar que o desenvolvimento cerebral acontece a partir da integração entre o corpo e o meio social. A Psicologia Cognitiva busca formas de explicar como essa relação acontece, como os indivíduos percebem, interpretam e utilizam o conhecimento adquirido.

Ninguém nasce sabendo. Todas as pessoas são capazes de aprender e de se tornarem boas no que fazem. O grande desafio para o século XXI na área da Pedagogia consiste em criar estratégias de ensino inovadoras, capazes de melhorar os processos de ensino e aprendizagem.

Portanto, professor, diversifique sua forma de ensinar. Além de aulas expositivas, use vídeos, imagens, experimentos, cartazes, leitura de artigos de jornais e revistas, estimule trabalhos em equipe e coloque sempre o aluno como centro dos processos de ensino e aprendizagem. Dessa forma, você estará desenvolvendo habilidades diferentes e exercitando o seu cérebro e o de seus alunos também.



Neurociência e Educação 


Emoção:
Estar atento às emoções dos alunos 
ajuda a identificar se estão sendo adequadamente estimulados. Se perceber que estão desestimulados, você pode pensar em estratégias para reverter a situação, favorecendo a aprendizagem. 

Motivação:
Hoje não se ensina mais como antes: 
o professor falando e o aluno anotando. É preciso propor atividades diversificadas, estimulantes e desafiadoras, que despertem a curiosidade e a vontade de aprender. 

Atenção:
A indisciplina e o desinteresse levam 
à falta de atenção. A interação entre 
o professor e os alunos e a seleção adequada de situações de aprendizagem são essenciais 
para combater esse problema. 

Plasticidade cerebral:
Todos somos capazes de aprender. 
O professor deve estimular e orientar os alunos a desenvolver suas habilidades e suas potencialidades de diferentes formas.
 

Memória:
Só se aprende de verdade quando 
o conhecimento tem significado, faz sentido e pode ser utilizado em situações do cotidiano. Cabe ao professor dar condições para que o conhecimento seja resignificado e gravado na memória. 


Dicas para aprender mais e melhor 


Escolha um ambiente agradável e silencioso 
para estudar. 

• Evite se distrair ouvindo música, assaltando a geladeira ou mandando mensagens enquanto estiver estudando. Atenção é fundamental para o aprendizado.
• Retome os estudos de uma aula no mesmo dia. Os conhecimentos estarão “frescos” e será mais fácil assimilá-los.
• Leia e escreva bastante. Esses são os melhores exercícios para o cérebro.
• Exercite o cérebro com atividades desafiadoras, como jogos, quebra-cabeças e estudo de idiomas.
• Tenha uma alimentação saudável, pratique exercícios físicos e durma bem – uma boa noite de sono é essencial para a memória.
• Respire fundo, assim 
mais oxigênio chegará ao 
seu cérebro e você conseguirá pensar melhor.
• Estude e explique aos colegas o conteúdo estudado. Ensinar é uma das melhores formas de exercitar a memória e aprender. 


ATIVIDADES DIDÁTICAS


Refletir o pensar A partir de modelos do sistema nervoso, debata 
da ação das drogas aos limites éticos da Neurociência e da tecnologia 

1-  Separe os alunos em grupos e proponha o desafio de criar modelos didáticos que representem o sistema nervoso. Os modelos podem ser, 
por exemplo, de neurônios e sinapses. Os livros didáticos de Biologia trazem ilustrações que podem ser reproduzidas pelos alunos utilizando materiais simples. Oriente o processo de elaboração dos modelos e solicite 
aos grupos que os apresente aos colegas, explicando as estruturas e os processos que os modelos representam. Os modelos e apresentações podem ser considerados como avaliação, desde que critérios sejam previamente determinados 
e apresentados aos alunos. 


2- No site do Projeto Unifesp Virtual, são apresentadas animações sobre a ação de diferentes tipos de drogas no cérebro. A partir da exibição das animações, essa atividade pode ser realizada de diferentes maneiras: 
a) O professor pode debater um ou mais vídeos durante a aula. 

b) Separados em grupos, os alunos podem criar textos para explicar a ação de cada droga apresentada. 

c) Criando modelos didáticos, como aqueles propostos na atividade 1, professores e alunos podem representar a ação das diferentes drogas no cérebro. O mais importante nessa atividade 
é que sejam discutidos, em todos 
os casos, quais são os efeitos 
e as consequências que as drogas causam ao organismo a partir 
de sua ação no cérebro. 


3-  Proponha uma pesquisa detalhada sobre a proposta do cientista brasileiro Miguel Nicolelis, para que 
em 2014 um tetraplégico dê o pontapé inicial da Copa do Mundo usando um exoesqueleto. O nome do projeto é Walk Again (www.walkagainproject.org – em inglês). Discuta as implicações éticas, biológicas e tecnológicas desse tipo de pesquisa. 


Competências:
Apropriar-se de conhecimentos da Biologia para interpretar intervenções científico-tecnológicas

Habilidades:

Associar características adaptativas dos organismos com seu modo de vida; 
avaliar propostas que 
visam a preservação e a implementação da saúde individual ou coletiva